{"id":7097,"date":"2022-05-19T18:15:53","date_gmt":"2022-05-19T21:15:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.arquitetasnomades.com.br\/?p=7097"},"modified":"2024-06-08T09:24:44","modified_gmt":"2024-06-08T12:24:44","slug":"patrimonio-natural","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.arquitetasnomades.com.br\/site\/patrimonio-natural\/","title":{"rendered":"Patrim\u00f4nio Natural  em S\u00e3o Jo\u00e3o del Rei"},"content":{"rendered":"\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p>O patrim\u00f4nio natural de S\u00e3o Jo\u00e3o del Rei tamb\u00e9m tem muita hist\u00f3ria e belos locais para visita\u00e7\u00e3o, como \u00e9 o caso dos Muros de Pedras e o Canal dos Ingleses.<\/p>\n\n\n\n<p>Os <strong>Muros de Pedras <\/strong>se situam na Serra do Lenheiro, atingindo outros munic\u00edpios vizinhos. Eles representam delimita\u00e7\u00f5es de propriedades antigas demarcando divisas e limita\u00e7\u00f5es para a atividade pastoril na regi\u00e3o. Se tratam de constru\u00e7\u00f5es lineares criadas em um sistema de empilhamento de pedras secas retiradas do pr\u00f3prio ambiente que foram constru\u00eddos por m\u00e3o de obra escrava no per\u00edodo colonial. S\u00e3o um grande testemunho desse per\u00edodo, tanto da atividade de explora\u00e7\u00e3o do ouro quanto dos esfor\u00e7os bra\u00e7ais dos escravos daquela \u00e9poca. Sua constru\u00e7\u00e3o se harmoniza com o ambiente natural da regi\u00e3o, sendo um patrim\u00f4nio pertencente a municipalidade dos bens arqueol\u00f3gicos e hist\u00f3ricos.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-28f84493 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:100%\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized is-style-default\"><a href=\"https:\/\/lima.tec.br\/arquitetas\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/9-1.png\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lima.tec.br\/arquitetas\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/9-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-7102\" width=\"706\" height=\"706\" srcset=\"https:\/\/www.arquitetasnomades.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/9-1.png 1080w, https:\/\/www.arquitetasnomades.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/9-1-300x300.png 300w, https:\/\/www.arquitetasnomades.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/9-1-1024x1024.png 1024w, https:\/\/www.arquitetasnomades.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/9-1-150x150.png 150w, https:\/\/www.arquitetasnomades.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/9-1-768x768.png 768w\" sizes=\"(max-width: 706px) 100vw, 706px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m na Serra do Lenheiro est\u00e1 o <strong>Canal dos Ingleses<\/strong>, estando concentrado no munic\u00edpio de S\u00e3o Jo\u00e3o del Rei. Comp\u00f5em uma estrutura arqueol\u00f3gica do per\u00edodo da explora\u00e7\u00e3o aur\u00edfero que come\u00e7a om o represamento de um afluente do C\u00f3rrego do Lenheiro, indo at\u00e9 seu des\u00e1gue na parte de baixo da Serra do Caititu, logo atr\u00e1s do Alto das Merc\u00eas. \u00c9 uma forma\u00e7\u00e3o intrincada para a lavagem do ouro que era explorado no per\u00edodo colonial, compondo o sistema minerador que mostra o primoroso trabalho da engenharia do s\u00e9culo XVIII em Minas Gerais. Comp\u00f5em uma estrutura\u00e7\u00e3o bem elaborada na Bacia do Rio das Mortes que tem como ambiente o chamado caminho velho, ou Caminho Geral do Sert\u00e3o, que atravessa o que \u00e9 atualmente o munic\u00edpio de S\u00e3o Jo\u00e3o del Rei. Falamos aqui em obras de arte na forma de galerias de pedras de cantaria feitas para a travessia das \u00e1guas pluviais ao longo do caminho, o que evidencia o grande investimento feito na \u00e9poca colonial na regi\u00e3o e no pr\u00f3prio canal. Mostra-nos hoje como foi o processo de penetra\u00e7\u00e3o e povoamento do territ\u00f3rio das Minas Gerais durante a coloniza\u00e7\u00e3o, fazendo refer\u00eancia a evolu\u00e7\u00e3o dos n\u00facleos de povoamento na regi\u00e3o de S\u00e3o Jo\u00e3o del Rei.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><a href=\"https:\/\/lima.tec.br\/arquitetas\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/1-3.png\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lima.tec.br\/arquitetas\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/1-3.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-7103\" width=\"712\" height=\"712\" srcset=\"https:\/\/www.arquitetasnomades.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/1-3.png 1080w, https:\/\/www.arquitetasnomades.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/1-3-300x300.png 300w, https:\/\/www.arquitetasnomades.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/1-3-1024x1024.png 1024w, https:\/\/www.arquitetasnomades.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/1-3-150x150.png 150w, https:\/\/www.arquitetasnomades.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/1-3-768x768.png 768w\" sizes=\"(max-width: 712px) 100vw, 712px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p>Constru\u00e7\u00f5es como estas que mostramos aqui comp\u00f5em importantes pontos do patrim\u00f4nio natural e cultural de S\u00e3o Jo\u00e3o del Rei.<\/p>\n\n\n\n<p>A preserva\u00e7\u00e3o, o cuidado e a valoriza\u00e7\u00e3o de estruturas hist\u00f3ricas como estas s\u00e3o quest\u00f5es de grande import\u00e2ncia para a hist\u00f3ria da regi\u00e3o, bem como a compreens\u00e3o das atividades que se desenvolviam, como a explora\u00e7\u00e3o aur\u00edfera e as atividades agr\u00edcolas.<br>Conhecer seu pr\u00f3prio patrim\u00f4nio hist\u00f3rico e a ampla gama de informa\u00e7\u00f5es de sua constru\u00e7\u00e3o s\u00e3o riquezas para a sabedoria popular e enriquecimento cultural do povo da regi\u00e3o.<br>Conhecer para preservar e criar um forte sentimento de pertencimento a sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria, valorizando toda a m\u00e3o de obra e servi\u00e7o escravo que foi empregado para a constru\u00e7\u00e3o destes patrim\u00f4nios.&nbsp;<br>Estruturas como estas mostram a import\u00e2ncia dos primeiros povoadores da regi\u00e3o e seu processo de conquista do territ\u00f3rio, bem como sua domina\u00e7\u00e3o e desenvolvimento das atividades que se deram durante este processo de coloniza\u00e7\u00e3o.<br>Os Muros de Pedras e o Canal dos Ingleses s\u00e3o marcas que registram a cultura da regi\u00e3o s\u00e3o joanense e sua hist\u00f3ria, sendo importantes pontos de preserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O patrim\u00f4nio natural de S\u00e3o Jo\u00e3o del Rei tamb\u00e9m tem muita hist\u00f3ria e belos locais para visita\u00e7\u00e3o, como \u00e9 o caso dos Muros de Pedras e o Canal dos Ingleses. Os Muros de Pedras se situam na Serra do Lenheiro, atingindo outros munic\u00edpios vizinhos. Eles representam delimita\u00e7\u00f5es de propriedades antigas demarcando divisas e limita\u00e7\u00f5es para a atividade pastoril na regi\u00e3o. Se tratam de constru\u00e7\u00f5es lineares criadas em um sistema de empilhamento de pedras secas retiradas do pr\u00f3prio ambiente que foram constru\u00eddos por m\u00e3o de obra escrava no per\u00edodo colonial. S\u00e3o um grande testemunho desse per\u00edodo, tanto da atividade de explora\u00e7\u00e3o do ouro quanto dos esfor\u00e7os bra\u00e7ais dos escravos daquela \u00e9poca. Sua constru\u00e7\u00e3o se harmoniza com o ambiente natural da regi\u00e3o, sendo um patrim\u00f4nio pertencente a municipalidade dos bens arqueol\u00f3gicos e hist\u00f3ricos. Tamb\u00e9m na Serra do Lenheiro est\u00e1 o Canal dos Ingleses, estando concentrado no munic\u00edpio de S\u00e3o Jo\u00e3o del Rei. Comp\u00f5em uma estrutura arqueol\u00f3gica do per\u00edodo da explora\u00e7\u00e3o aur\u00edfero que come\u00e7a om o represamento de um afluente do C\u00f3rrego do Lenheiro, indo at\u00e9 seu des\u00e1gue na parte de baixo da Serra do Caititu, logo atr\u00e1s do Alto das Merc\u00eas. \u00c9 uma forma\u00e7\u00e3o intrincada para a lavagem do ouro que era explorado no per\u00edodo colonial, compondo o sistema minerador que mostra o primoroso trabalho da engenharia do s\u00e9culo XVIII em Minas Gerais. Comp\u00f5em uma estrutura\u00e7\u00e3o bem elaborada na Bacia do Rio das Mortes que tem como ambiente o chamado caminho velho, ou Caminho Geral do Sert\u00e3o, que atravessa o que \u00e9 atualmente o munic\u00edpio de S\u00e3o Jo\u00e3o del Rei. Falamos aqui em obras de arte na forma de galerias de pedras de cantaria feitas para a travessia das \u00e1guas pluviais ao longo do caminho, o que evidencia o grande investimento feito na \u00e9poca colonial na regi\u00e3o e no pr\u00f3prio canal. Mostra-nos hoje como foi o processo de penetra\u00e7\u00e3o e povoamento do territ\u00f3rio das Minas Gerais durante a coloniza\u00e7\u00e3o, fazendo refer\u00eancia a evolu\u00e7\u00e3o dos n\u00facleos de povoamento na regi\u00e3o de S\u00e3o Jo\u00e3o del Rei. Constru\u00e7\u00f5es como estas que mostramos aqui comp\u00f5em importantes pontos do patrim\u00f4nio natural e cultural de S\u00e3o Jo\u00e3o del Rei. A preserva\u00e7\u00e3o, o cuidado e a valoriza\u00e7\u00e3o de estruturas hist\u00f3ricas como estas s\u00e3o quest\u00f5es de grande import\u00e2ncia para a hist\u00f3ria da regi\u00e3o, bem como a compreens\u00e3o das atividades que se desenvolviam, como a explora\u00e7\u00e3o aur\u00edfera e as atividades agr\u00edcolas.Conhecer seu pr\u00f3prio patrim\u00f4nio hist\u00f3rico e a ampla gama de informa\u00e7\u00f5es de sua constru\u00e7\u00e3o s\u00e3o riquezas para a sabedoria popular e enriquecimento cultural do povo da regi\u00e3o.Conhecer para preservar e criar um forte sentimento de pertencimento a sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria, valorizando toda a m\u00e3o de obra e servi\u00e7o escravo que foi empregado para a constru\u00e7\u00e3o destes patrim\u00f4nios.&nbsp;Estruturas como estas mostram a import\u00e2ncia dos primeiros povoadores da regi\u00e3o e seu processo de conquista do territ\u00f3rio, bem como sua domina\u00e7\u00e3o e desenvolvimento das atividades que se deram durante este processo de coloniza\u00e7\u00e3o.Os Muros de Pedras e o Canal dos Ingleses s\u00e3o marcas que registram a cultura da regi\u00e3o s\u00e3o joanense e sua hist\u00f3ria, sendo importantes pontos de preserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":7102,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[23],"tags":[],"class_list":["post-7097","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.arquitetasnomades.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7097","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.arquitetasnomades.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.arquitetasnomades.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.arquitetasnomades.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.arquitetasnomades.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7097"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.arquitetasnomades.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7097\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8568,"href":"https:\/\/www.arquitetasnomades.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7097\/revisions\/8568"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.arquitetasnomades.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7102"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.arquitetasnomades.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7097"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.arquitetasnomades.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7097"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.arquitetasnomades.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7097"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}